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Favela Fim de Semana - Frente e Verso
Escrito por Vozes da Comunidade às 13h29
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h29
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h28
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ECO-SOCIAL
Há dois meses formamos um grupo de trabalho com representantes de várias entidades aqui do bairro para desenvolvermos um projeto ambiental – o Projeto Eco-Social – onde o lema é unirmos forças para a busca de resultados mais amplos. Nos reunimos uma vez por semana e ontem foi um desses dias.
O ponto de partida para a formação desse grupo foi a luta pela preservação de uma área verde, talvez a última, remanescente da mata atlântica em nosso bairro, próxima ao Cemitério São Luiz. Muito já se falou, em nossos encontros, sobre este pedaço de terra, foi feito um curta-documentário onde ele é mostrado, mas eu ainda não o havia visitado. Ontem o fiz.
Como cheguei um pouco adiantado para a reunião que aconteceria próximo ao local, fui caminhando até o muro que foi derrubado e serve de acesso a uma parte do terreno. Eram 11.000 m² de mata atlântica, mas metade da área foi devastada, com a intenção de construir uma ‘fábrica de cultura’. Esta proposta foi embargada, devido a um impasse sobre a posse do terreno (estado x município); a área devastada virou um simples campinho e agora, com a vitória do PSDB no município, a proposta da ‘fábrica’ talvez seja retomada, contrariando um dos principais objetivos do projeto Eco-Social, que é a recuperação e reflorestamento da área devastada para, junto com a outra metade, implantarmos um parque ecológico e cultural no local, que ligue um passado, já quase perdido, a um futuro saudável e diferenciado para a população local.
Entrei e, atravessando o campinho, fui olhando para a outra metade do terreno, cheia de árvores, duas casinhas de madeira, um curral com alguns cavalos e vários vira-latas soltos. Para repetir um chavão, é como se o tempo houvesse parado naquele lugar. Em meio à agitação periférica do outro lado do muro, escondido atrás das árvores que o protege do olhar e curiosidade dos passantes, sobrevive o bucólico sitiozinho. À tarde, depois da reunião, fomos conhecer o ‘Seu’ Dito – caseiro do local – e suas hortas cheias de plantinhas e nomes já quase estranhos para quase todos nós; um pézinho de jatobá e, próximo, seu irmão mais velho, já grande e forte; suas folhas de um verde viçoso, que disseram provir da boa qualidade da terra. Cavalos que pedem carinho na fuça; esterco espalhado por todos os lados, sombras deliciosas, mas, por todos os lados, sinais de uma certa agonia do verde e ‘deste mundo de paz’, enraizado em nós, mas que já se nos apresenta quase irreconhecível e estranho, o mundo natural. Sentimos um desespero silencioso diante da perda irreparável, como se estivéssemos perdendo ‘um pedaço de nós’ e, pra mim, mais ainda.
Na primeira visita, antes da reunião, terminei a caminhada à beira do mirante que permite ver o conjunto habitacional construído sobre o caminho que trilhávamos em minha infância – eu, minha mãe e meu irmão, de mãos dadas – para irmos às casas de minhas tias, que moram até hoje no Parque Santo Antonio. Toda minha infância, o carinho duro e infinito de mãe e uma tristeza estranha e primitiva emergiram daquela visão distorcida e degradada. Abaixei a cabeça, como um bicho, e fiquei de cócoras, ‘sem que a lágrima brotasse’.
Levantei-me, olhei para o sitiozinho, para o campinho e vi, como naquela propaganda da Microsoft que simula possibilidades futuras, o nosso eco-parque, verdinho e lindo, acolhendo e tornando mais felizes os moradores do Jardim São Luiz e do Parque Santo Antonio de minhas queridas tias.
Escrito por Vozes da Comunidade às 13h27
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h27
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h27
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Olá, meu nome é Cyntia Maria da Silva, tenho 17 anos e moro na Favela Fim de Semana. Minha infância não foi muito boa, pois meus pais brigavam muito. Eles tinham um comércio que funcionava como restaurante e bar. O motivo das brigas era sempre por causa do meu pai, pois ele bebia muito e minha mãe foi se cansando até o dia que se separou. Isso aconteceu quando eu tinha 10 anos, minha mãe comprou um terreno e construiu uma casa e eu e meus três irmãos fomos morar com ela. Ela deixou o bar e a casa para meu pai. No começo foi difícil, pois tive que me habituar com pessoas diferentes e o lugar.
Com a separação minha mãe procurou outro lugar para continuar com o restaurante.
Um ano depois eu voltei a morar com o meu pai, pois tinha que ajudar minha mãe e o restaurante fica próximo da casa do meu pai. Com o tempo meus irmãos vieram morar com meu pai, pois minha mãe estava precisando deles para ajudar no restaurante.
Aos 13 anos eu comecei a tomar conta do bar do meu pai, nesse período sofri uma grande perda, minha avó faleceu e foi muito difícil, pois ela tinha câncer e ficou internada nove meses, depois desse tempo os médicos deram alta, pois disseram que não tinha mais cura, ela veio para casa da minha tia que ficava do lado da casa do meu pai, como minha mãe trabalhava eu ajudava minha tia a cuidar da minha avó, todos os dias de manha eu ajudava minha tia a dar banho, dar comida e trocar fralda, pois ela já não andava mais ela ficou nesse sofrimento mais cinco meses e faleceu.
Aos 15 anos eu queria ter meu emprego e sempre minha mãe falava com os amigos dela se eles soubessem de alguma coisa que me falassem, foi aí que começa minha história na Rainha da Paz, um amigo da minha mãe me indicou, pois na Rainha da Paz estava precisando de recepcionista, comecei a trabalhar na entidade, com alguns meses comecei a cuidar do projeto de homeopatia, agendar as crianças, arrumar a sala etc.
Durante um ano eu participei do projeto NAF – Núcleo de Apoio à Família, esse projeto auxiliava as famílias carentes da nossa comunidade, a gente ajudava no que estava ao nosso alcance.
Hoje em dia estou cursando o 3° ano do ensino médio e trabalho no Fofinhos e Saudáveis, que é um projeto que gosto muito, pois ajuda as crianças necessitadas.
Escrito por Vozes da Comunidade às 13h25
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h25
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Ola! Meu nome é Jefferson tenho 19 anos e moro em São Paulo, na Favela Fim de Semana. Agora vou falar um pouco da minha vida aonde aconteceu coisas boas e ruins. Não tenho pai só mãe pois quando tinha 3 anos meu pai me deixou. Minha mãe que me sustenta até hoje pois ela já sofreu muito nessa vida, pensava que tudo na minha vida ia dar errado ao passar do tempo fui vendo que as coisas não era desse jeito é que as coisas mudam, teve um tempo que minha mãe ficou desempregada e eu comecei a pensar coisas erradas só pensava em coisa ruim, mas deus e tão bom que começou a mudar nossas vidas agora graças a deus minha mãe começou a trabalhar.
Teve uma época que eu não fazia nada só vivia na rua, foi quando surgiu um projeto na comunidade, foi quando um mano me envolveu ele se chama Dodô, ele me chamou pra fazer uma ficha na associação Rainha da Paz, o projeto NAF, aonde a gente ajuda as pessoas na comunidade, ai fui vendo que as coisas não era do jeito que eu pensava fiquei nesse projeto um ano, depois acabou então fiquei de boa mas ainda sim continuei indo a Rainha durante um tempo mas não recebia nada ,depois veio esse novo projeto Fofinhos e Saudáveis, aonde eu recebo uma bolsa de R$130.00 que me ajuda em casa .
Esse projeto e bom porque não fico na rua aprendendo coisas erradas, pois na Rainha eu fico por dentro das coisas, dos projetos. Graças ao dinheiro ai da senhora ai na Alemanha da para eu ajudar em casa.
Escrito por Vozes da Comunidade às 13h24
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h23
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Olá para todos. Meu nome é VAL, eu tenho 17 anos e uma história pra contar. Bem, eu sou um garoto de família pobre, morador da favela Fim de Semana. Antes de entrar na Associação Rainha da Paz eu era do mundão ou seja fazia muitas coisas erradas. Um certo dia meu amigo estava fazendo um curso na Rainha da Paz e me convidou pra ir até lá, foi aí que o Roberto meu grande e querido professor me chamou pra me fazer este curso e eu aceitei. Vim participar das atividades e foi ai que eu descobri que minha vida poderia ser diferente, que eu tinha que sair desse mundo que se chama crime.
Depois que eu comecei a participar dos projetos estou me sentindo uma pessoa mais responsável pelos meus atos. Eu agradeço todos aqueles que me ajudaram e que estão me ajudando ate hoje, a Regina, o Roberto, a Rosângela, e o Dodô porque sem eles eu não conseguiria passar por todos obstáculos da minha vida.
Antes do projeto Fofinhos e Saudáveis eu participava de um projeto chamado NAF (Núcleo de Apoio a Família), minhas atividades no curso eram quase as mesmas do Fofinhos e Saudáveis. No NAF eu ia até as casas das famílias explicava o projeto e fazia as fichas das famílias carentes, após cadastradas as famílias passavam a freqüentar a entidade para pedir ajuda. Nós ajudávamos como podíamos, por exemplo: com encaminhamentos para tirar documentos, marcação de consultas nos postos, cestas básicas, leites ou remédios... Tudo aquilo que estava e está ao nosso alcance. Agora vou falar sobre minha terra natal, eu não sou de São Paulo, nasci na Bahia estou aqui ha 3 anos e estou estudando para ter um bom emprego, porque hoje para você ter um bom emprego você tem que ter um bom estudo. Estou na 5ª série, fiquei sem estudar 3 anos por causa disso estou atrasado nos estudos, mas eu estou firme na escola e vou chega lá se Deus quiser.
Termino por aqui, espero que vocês me entendam.
Escrito por Vozes da Comunidade às 13h23
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Escrito por Vozes da Comunidade às 13h22
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